Sophia, arquitecta te fizeste…
Mas não sois autora da compunção
Que consome-me desde que apareceste.
Motivo és de meus vagidos,
Dos teus crimes consciencioso.
Como deixastes languidos
Os pais de todo dogma asqueroso.
Estóico suporto tua ausência,
E teu casulo afasta-me da decadência.
Outrora poetastro, doravante narrador…
Testemunho da tua magnificência darei,
E tua divindade com minha vida propagarei.
O início e fim arquitetaste.
Iniciaste o termino de meu egoísmo,
E na eternidade principiaste
Malograda vida dominada pelo conformismo.
Por tudo que hoje significas,
Por tudo que por mim amanha farás.
Por tudo que dignificas,
Amo-te Sophia,
Deste vida a quem apenas existia.
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