Eu sou fã João Miguel Tavares. Ele hoje publicou no Público, mais um excelente artigo de opinião, desta vez fala da "brincadeira" que são as greves do metro em Lisboa.
Sempre no tom irónico e genial que nos tem habituado. Fica aqui um excerto:
Durante muitos anos, olhei para a sucessão de greves e minigreves como um abuso do espírito da lei e uma banalização de uma forma de luta que não merecia ser tratada deste modo. Eu cresci a ver na televisão a luta dos mineiros britânicos contra o Governo Thatcher: meses e meses de paralisações, confrontos com a polícia, piquetes de homens de barba rija, gente a sofrer por aquilo em que acreditava. Para mim, fazer greve era aquilo – um assunto sério, com paragens a sério e braços-de-ferro a sério. Não uma sucessão de greves mariquinhas, com conceitos tão originais quanto o de “greve a tempo parcial”. Nunca percebi como é que a lei permite greves de três horas. Será que há um tempo mínimo? Será que posso fazer uma greve de três minutos para tentar entrar para o Guinness?
João Miguel Tavares 19/03/2015 - 07:05
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